Anunciado como novo ministro de Ciência e Tecnologia, o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) rebateu nesta sexta-feira (2) a acusação de ter agido, na CPI da Petrobras, como pau-mandado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pediu para não ser “medido” pela mesma “régua” do doleiro Alberto Youssef.
Dilma anunciou nesta sexta uma reforma ministerial que visa estreitar os laços com partidos da base aliada, principalmente o PMDB, e cortar gastos. Pansera foi um dos nomes indicados pela bancada do partido na Câmara, para comandar ministérios.
Na CPI que investiga escândalos na estatal, o novo ministro apresentou requerimentos a fim de convocar as filhas de Youssef para prestar depoimento na comissão, além de ter pedido a quebra dos sigilos fiscais e bancários. Em depoimento à Justiça, o doleiro, então, disse que se sentia pressionado por um dos integrantes da CPI da Petrobras e, sem citar nomes, acusou esse parlamentar de ser “pau-mandado” do presidente da Câmara.