Nos dias que correm, a paternidade não é vista com os mesmos olhos pelas pessoas
O desejo de uns é abalado pela falta de vontade de outros. Mas, porque é que algumas pessoas ‘nasceram’ para ter filhos e outras não?
A ciência tem desvendado alguns dos aspectos mais profundos da paternidade. Se para uns, o nascimento de um filho é motivo para uma alegria infinita e para emoções positivas que não acabam, para outros é sinônimo de mergulhos fundos em stress, depressão e ansiedade. Afinal, algumas pessoas ‘nasceram’ para serem pais e mães, já outras não. Mas porquê?
Vários estudos têm relacionado, nos últimos anos, o nascimento de um filho à felicidade e é o bem-estar e as emoções positivas que podem estar na origem da disponibilidade, ou falta dela, de uma pessoa para abraçar a chegada de um filho.
Com a premissa ‘as pessoas mais felizes têm mais filhos’, um grupo de investigadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, criou uma lista de suposições que podem justificar – quando analisadas na profundidade – o motivo pelo qual existem pessoas que simplesmente não ‘combinam’ com paternidade.
Todas as suposições partem do princípio de que as pessoas que não estão de bem com a vida, consigo e com os outros são as que não ‘nasceram’ para serem pais e mães.
Suposição 1: As pessoas com emoções positivas são capazes de acumular recursos psicológicos que fomentam relações sociais e levam ao sucesso financeiro que, quando conjugados proporcionam a gravidez.
Suposição 2: Os sentimentos positivos tendem a fazer com que as pessoas se sintam confiantes o suficiente para fazerem grandes mudanças na vida, como o nascimento de um filho.
Suposição 3: As pessoas de bem com a vida têm um forte sentido de ‘propósito e significado na vida’ o que pode indicar a reprodução.
Suposição 4: As pessoas felizes estão, mais provavelmente, em relações duradouras e coesas o suficiente para assumir o compromisso da maternidade e paternidade.
Contudo, ressalva o Huffington Post, a questão da paternidade é, em muito, semelhante à história da galinha e do ovo: afinal, o que vem primeiro, a felicidade ou a paternidade? A primeira pode levar à segunda, mas não poderá a segunda originar a primeira?